Testes Genéticos: O que são e como funcionam?

Teste Genético

Hoje vamos falar sobre um assunto relacionado a saúde e bem-estar: os testes genéticos. Você já ouviu nesse tipo de exame e sabe quais as suas finalidades? Ou ainda, será que o SUS o disponibiliza para a população?

Essas são as principais dúvidas que surgem a respeito desse assunto. Afinal, a medicina está cada dia mais evoluída e isso reflete nos exames e testes capazes de detectar doenças.

Nesse sentido, os genes do ser humano guardam informações que podem ser fundamentais visando a detecção precoce de doenças. Na prática, os genes definem quem nós somos, inclusive eles são responsáveis pelas nossas características físicas.

No entanto, a genética é algo muito mais amplo, que tem relação direta com a hereditariedade. Dessa forma, entende-la é algo complexo e não vamos se ater nesse assunto.

Por outro lado, vamos falar sobre os testes genéticos, que têm como principal objetivo analisar os nossos genes em busca de doenças ou outras mudanças. Então, veja na sequência desse artigo mais informações a respeito desse tema e se é uma boa ideia empreender nessa área.

Afinal, o que são testes genéticos?

Como destacamos anteriormente, nosso corpo é formado por genes, são transmitidos por nossos ancestrais. Em suma, nós herdamos a genética dos nossos parentes (não apenas dos pais).

A genética, por sua vez, é um ramo da biologia que estuda justamente esse processo de transmissão dos seres vivos para seus descendentes.

Mas a genética não interfere apenas na aparência, mas em todo nosso corpo. Assim, algumas mudanças no código genético também se transmitem pelos descendentes e elas podem ser benignas ou malignas.

Assim, os testes genéticos servem para identificar essas mudanças, chamadas de mutações, seja nos cromossomos, proteínas ou genes de alguém.

As alterações na genética de uma pessoa podem ser benéficas ou neutras (sem efeito nenhum). Já outras podem ser nocivas. Ou seja, elas aumentam as chances de a pessoa desenvolver alguma doença grave com o passar dos anos.

E, quando falamos em doenças hereditárias, a que fica em maior destaque é o câncer. Estima-se que até 10% dos cânceres são provenientes de alterações genéticas herdadas. Por isso que os médicos aconselham quem tem algum familiar com histórico de câncer a fazer exames com mais frequência.

Mas inúmeras outras doenças podem ser identificadas com o teste genético, como Alzheimer, trombose venosa, hipotireoidismo congênito, e outras. Condições como o autismo e a Síndrome de Down também podem ser descobertas com esse processo.

Onde fazer os testes genéticos e quais os principais

Existem vários tipos de testes genéticos que examinam o DNA de uma pessoa. Vale ressaltar que, muitas vezes, esses testes não são definitivos. Por exemplo, se você é uma pessoa saudável, seu teste pode não identificar em um primeiro momento a possibilidade do desenvolvimento de doenças.

Já um resultado negativo também não significa uma sentença de morte. Afinal, ele não determina que você irá desenvolver determinada doença. Os testes genéticos são feitos por laboratórios especializados e exigem apenas coletas de materiais como saliva ou amostra de sangue. Dito isto, vamos ver a seguir os principais testes disponíveis atualmente.

Triagem neonatal

Exame genético feito logo após o nascimento do bebê, com o intuito de identificar alguns distúrbios genéticos. Doenças como fenilcetonúria e hipotireoidismo congênito podem ser descobertas com antecedência.

Nesse sentido, um dos principais testes desse tipo é o teste do pezinho. Ele faz parte do Programa Nacional de Triagem Neonatal Biológica. Após o nascimento do bebê, coleta-se um pouco de sangue de seu calcanhar e sua análise permite identificar várias doenças graves.

Teste de Carrier

Esse exame geralmente é para pessoas que possuem um histórico familiar relacionado a distúrbios genéticos. Nesse caso, é interessante que todos os familiares realizem o teste. Por exemplo, se ambos os pais forem testados, ficará mais fácil obter informações sobre o real risco de o casal ter um filho com determinada condição genética.

Exame Pré-Natal

Teste genético feito no bebê antes mesmo do seu nascimento. Assim, ele consegue identificar algumas doenças durante a gravidez. Mas por outro lado, não é capaz de descobrir problemas como distúrbios hereditários e congênitos.

Exame de Diagnóstico

Esse teste é aplicado para confirmar ou descartar determinada condição genética específica. Por exemplo, esse tipo de teste genético é muito popular na confirmação de determinada doença diante de sintomas dela. A realização do exame de diagnóstico pode ocorrer durante toda a vida.

Testes de Pré-Implantação

Os testes de pré-implantação tem o objetivo de detectar alterações genéticas nos embriões criados por meio de técnicas de reprodução assistida. Para eles, algumas células são retiradas dos embriões e testadas. Se não apresentarem alterações genéticas, então a gravidez poderá iniciar.

Teste Preditivo e Pré-Sintomático

São testes feitos geralmente mais tarde na vida. Eles ajudam a identificar determinadas condições genéticas em pessoas pré-dispostas.

Por exemplo, se a pessoa possui um familiar com distúrbio genético, pode fazer o teste mesmo que não apresente sintomas.

Testes Forenses

Por fim, os testes forenses são usados para fins legais. Assim, não servem para detectar doenças, mas para identificar vítimas de crimes ou implicar suspeitos por meio de material biológico.

Por que estudar genética?

Como vimos, a área que abrange os testes de genética é bastante ampla. Assim como a genética em si, que é um segmento que cresce ano a ano.

Cursos e especializados voltados para a genética fazem parte do que chamamos de “profissões do futuro”. Afinal, a importância dessa área e sua evolução nas últimas décadas é inegável.

Por exemplo, se antes um teste genético era “coisa de filme” ou apenas para pessoas ricas, hoje em dia esse panorama mudou.

Os testes genéticos são oferecidos por planos de saúde e até mesmo pelo SUS. Além disso, a área da genética vem ganhando ramificações e aumentando ainda mais o leque de possibilidades de atuação.

Nesse sentido, uma pessoa que decida estudar genética pode atuar em laboratórios, clínicas, hospitais, planos de saúde ou até mesmo de forma independente, abrindo um consultório particular.

Estudar genetica

Dúvidas e respostas sobre esse assunto

Para concluir, separamos algumas perguntas e respostas sobre os testes genéticos.

Para que servem os testes genéticos? Servem para identificar doenças hereditárias, por meio de alterações nos genes, cromossomos ou proteínas da pessoa. A lista de doenças é enorme. A mais conhecida é o câncer. É interessante que quem tem histórico de câncer na família faça um teste genético.

Onde e como realizá-los? A realização de testes genéticos ocorre em laboratórios especializados, que coletam amostras de sangue ou da saliva da pessoa. Ou seja, são testes poucos invasivos. A coleta do material é rápida. Já os resultados dependem do tipo de teste e de cada laboratório.

O SUS oferece testes genéticos? O SUS oferece alguns testes genéticos, principalmente para identificar cânceres e isso está evoluindo no Sistema Único de Saúde. Porém, no SUS, os testes genéticos ainda possuem basicamente a função de diagnóstico e não de prevenção.

O que são testes genéticos de ancestralidade? São testes que servem apenas para identificar principalmente os nossos ancestrais. Aqui no Brasil esse tipo de teste não é tão popular, pois é praticamente inviável. Por exemplo, os planos de saúde não cobrem e a pessoa teria que pagar particular. Mesmo assim, existem laboratórios que oferecem esse serviço. Sites como o meudna.com contam com esse tipo de teste.

Quanto custa um teste genético? Um teste genético pode custar entre R$400 e R$1.500 se for feito de forma particular. Se houver cobertura do plano de saúde, ele pode ter um custo bem menor ou ainda nenhum custo. No SUS, os testes são 100% gratuitos.

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